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Trabalhando as emoções

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Uma das melhores maneiras de orientar crianças, torná-las mais flexíveis e ajudá-las a examinar todos os sentimentos, sensações, imagens e pensamentos que as estejam afetando é ensinando a descrever o que sentem. As crianças podem se tornar muito mais conscientes do que está acontecendo em seus corpos. Podem aprender a reconhecer borboletas no estômago como marcadores de ansiedade, o desejo de bater como raiva ou frustração, ombros pesados como tristeza e assim por diante. Podem identificara tensão em seus corpos quando estão nervosos e, então, aprender a relaxar os ombros, respirar fundo, e acalmarem-se sozinhas. Simplesmente reconhecer sensações diferentes como fome, cansaço, empolgação e mau humor pode lhe fazer compreender o que estão passando e acabar influenciando seus sentimentos.
Além das sensações, precisamos ensinar nossos filhos a examinar imagens que estejam afetando a forma como olham e interagem com o mundo. Algumas imagens do passado permanecem, como uma memória do pai numa maca de hospital ou um momento de constrangimento na escola. (Por falar em constrangimento… mães por favor, chamem a atenção dos filhos em particular. Chame no cantinho e dê a bronca que quiser. Mas não façam isso em público, ou mesmo na frente dos amigos. Por menor que eles sejam, não deixa de ser constrangimento, e não faz bem para a autoestima).
Outras podem ser fabricadas por imaginações ou mesmo pesadelos que tenham tido. Uma criança que se preocupa em ser deixada de lado e isolada durante o intervalo pode, por exemplo, imaginar-se sozinha em um balanço solitário. Outra criança pode ter medos noturnos como resultado das imagens das quais se lembra de um sonho assustador. Quando uma criança se torna consciente das imagens ativas em sua mente, pode usar sua visão mental para assumir o controle dessas imagens e diminuir imensamente o poder que exercem sobre ela.

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Não despreze ou negue os medos das crianças… Da próxima vez que seu filho estiver com medo e não conseguir dormir. Ao invés de dizer que não há o que temer, que não há nada nem ninguém embaixo da cama ou dentro do armário. Agora vá dormir, você está seguro.
Experimente perguntar do que ele está com medo. E o ensine a mudar as imagens, tornar menos assustadoras ou engraçadas. Por exemplo: se ta com medo de um monstro que viu, convide-o a imaginar esse monstro vestido numa saia de balé usando um boné  e óculos de mergulho. Ria com ele. E logo vai perceber que o que era medo, agora ficou engraçado.

Crianças também podem ser ensinadas a examinar sentimentos e emoções que estejam vivenciando.

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Dedique um tempo para perguntar como estão se sentindo e ajude-as a serem específica, para que possam passar de vagos descritores emocionais, como “bem” e “mal”, para outros mais preciosos, como “decepcionado”, “ansioso”, “com inveja” e “empolgado”. Um motivo pelo qual as crianças não costumam expressar a complexidade de uma emoção em particular é porque ainda não aprenderam a pensar sobre seus sentimentos de uma forma sofisticada que reconheça a variedade e a riqueza que possuem dentro de si.
Como resultado, não usam um espectro de emoções em suas respostas, preferindo pintar seus quadros emocionais principalmente em preto e branco. Idealmente, queremos que nossos filhos reconheçam que há um colorido arco-íris de emoções dentro deles e que prestem atenção a essas diferentes possibilidades.
Sem a visão mental do que está acontecendo dentro do cérebro, eles ficarão presos no preto e branco, como velhas reprises de TV a que assistimos sem parar. Quando têm uma paleta emocional completa, são capazes de experimentar o vívido Tecnocolor que a vida emocional profunda e vibrante permite. Mas uma vez, esse ensino ocorre nas interpretações do cotidiano com seus filhos e começa antes mesmo que eles aprendam a falar. Sei que é chato você não poder comer esse doce. Então, conforme eles ficam mais velhos, podemos apresentar sutilmente cada vez mais emoções. Lamentamos que sua excursão tenha sido cancelada. Se isso tivesse acontecido comigo, estaria me sentindo de várias maneiras: irritado, decepcionado, magoado e desapontado. O que mais?
Pensamento são diferentes de sentimentos, sensações e imagens, visto que representam a parte mais esquerda do cérebro no processo de examinar. São aquilo que pensamos, o que dizemos a nós mesmos e a forma como narramos a história de nossa própria vida, usamos palavras. Crianças podem aprender a prestar atenção aos pensamentos que passam correndo por suas cabeças e compreender que não precisam acreditar em todos eles.
Podem até discordar de ideias que não são úteis ou saudáveis – ou mesmo verdadeiras. Por meio dessa conversa consigo mesmas, podem direcionar a atenção para longe da limitação, enfatizando aqueles que as levam a felicidade e ao crescimento.
Ao ensinarmos nossos filhos a examinar a atividade de suas mentes, podemos ajudá-los a ganhar mais percepção e controle de suas vidas. Perceba também o quanto todo o processo é integrado quando se trata de como o cérebro recebe diferentes estímulos. O sistema nervoso se estende ao longo de todo o nosso corpo, funcionando como poderosas antenas que leem as diferentes sensações físicas de nossos cinco sentidos. Assim, tiramos as imagens do hemisfério direito do cérebro, combinando-as com os sentimentos que surgem do hemisfério esquerdo e o sistema límbico. Então, no fim, relacionamos tudo com os pensamentos conscientes que se originam em nosso hemisfério esquerdo e as habilidades analíticas da parte frontal do nosso cérebro. Examinar, nos ajuda a compreender a importante lição de que nossas sensações corporais moldam nossas emoções e nossas emoções moldam nosso pensamento, assim como as imagens em nossa mente. As influências vão para o outro lado também: se temos pensamentos hostis, podemos intensificar um sentimento de raiva que, por sua vez, pode tensionar os músculos do nosso corpo. E tudo nos influencia, – sensações, imagens, sentimentos e pensamentos – juntos criam nosso estado mental.
Essas lições servem primeiramente para nós pais, e ensinar inteligência emocional aos nossos filhos… É um privilégio!

Espero que esse conteúdo seja útil.
Obrigada pela companhia,
Até breve.

Fonte:
Trechos tirados do livro: The Whole-Brain Child.

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