Leite Materno

Benefícios da Amamentação

O que é fundamental para o bebê
Você já ouviu falar que amamentar é um ato de amor. A afirmação está mais que certa. Ao oferecer o seio para o bebê desde as primeiras horas de vida até, pelo menos, os seis primeiros meses de idade, a mãe estreita os laços afetivos com o filho e ainda oferece o alimento de melhor qualidade para aquele momento. O leite materno é o alimento ideal para as necessidades físicas e psíquicas do pequeno. De que forma? Esse poderoso líquido promove os níveis adequados de crescimento e desenvolvimento e ainda ajuda o bebê a adquirir imunidade a diversos organismos.
A mãe também ganha. Estudos mostram que a mãe que amamenta tem menos probabilidade de desenvolver câncer de mama e de ter depressão pós-parto. Quer mais uma vantagem? A amamentação ajuda o corpo a voltar mais rápido à sua forma anterior. Além de tudo é prático, está sempre disponível, vem na temperatura ideal e é de graça.
Agora, se você assim como eu, não conseguir amamentar, por mais que queira muito. Não se frustre, é certamente mágico, um momento só mãe e filho. Mas, se tentou de tudo, e não conseguiu, paciência, vai na fórmula, na fé, e com amor.

Para as felizardas que conseguiram oferecer esse líquido sagrado e as futuras mamães, vamos continuar esse bate papo…

De onde vem o leite?
A produção do leite está diretamente ligada ao hormônio prolactina. Quando o bebê suga o peito materno, uma mensagem é enviada ao cérebro da mãe, e assim libera prolactina, aumentando a produção do leite. Por isso, quanto mais o seu bebê mamar, mais leite vai produzir. Durante as mamadas, há outro hormônio que também entra em ação: a oxitocina. Ele faz com que as células bem pequeninas que existem ao redor das glândulas mamárias se contraiam e ejetem leite nos canais e nas áreas de armazenamento próximos dos mamilos. Por isso, o leite vaza ou começa a jorrar quando o bebê encosta a boca no mamilo. Como são dois hormônios estimulados pela hipófise (uma glândula do cérebro), algumas mulheres não precisam nem que o pequeno mame para produzir mais leite. Só de pensar no bebê ou falar nele, elas já sentem o circular. (isso é incrível!!) um dia desses assisti no GNT, mães adotivas que tinham tanta vontade de amamentar, que foram capaz de produzir leite. Essa máquina é de uma perfeição!!
Importante: a produção de leite não tem nada a ver com o tamanho das mamas. Sejam elas pequenas ou grandes, a sucção do bebê e o bem-estar da mamãe é que determinarão a quantidade de líquido.
Há muitas mães que encontram dificuldade quando começam a amamentar seu bebê. Isso não é motivo para desistir das mamadas. É preciso insistir nesse processo.
No meu caso, fiz tudo que era possível ser feito, mas há 5 anos fiz um implante de prótese pelas aréolas e cortou os ductos, os seios ficaram até o pescoço de leite, mas não tinha saída. Enfim, a criança já estava chorando de fome depois de três dias de vida, começamos dar fórmula, ainda tentei por uns dois meses, estimulava diariamente. Mas a pequena ficava irritada de fome e era sempre uma zanga. Foi frustrante, com certeza mas depois desencanei.

Primeiro, o colostro
O primeiro leite que a mulher produz chama-se colostro. Semelhante a uma secreção, é um pouco turvo, pegajoso e amarelado. Apesar do aspecto estanho, é o alimento mais nutritivo que existe, é o alimento ideal para o bebê nos primeiros meses de vida: protege-o contra infecções e equilibra o funcionamento intestinal do pequeno nas primeiras horas de vida. Constituído de lactalbumina e lactoglobulina (proteína), muita gordura e pouca ou nenhuma caseína (outro tipo de proteína), o colostro se modifica para leite (nesse momento chamado de leite de transição) entre o terceiro e o quinto dia após o parto. É quando as mulheres sentem as mamas pesadas e ligeiramente quentes.

Alimentação da mamãe
Esse é o momento de se dedicar ao seu filho e dar a ele o melhor que puder. por isso esqueça, por enquanto, o plano de fazer dieta. Lembre-se de que a amamentação vai, naturalmente, ajudar o útero a voltar ao tamanho normal, e o corpo a se recuperar mais rápido. Com a amamentação do bebê você necessitará de mais calorias para conter seu corpo em funcionamento. Daí a fome exagerada que as mulheres sentem. Procure manter uma dieta bem equilibrada e dividida em seis refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia).

Fique tranquila para amamentar
Embora o momento da mamada não tenha que fazer parte de nenhum ritual, nas primeiras vezes é importante se certar de cuidados para garantir o sucesso da empreitada. Afinal, isso é uma novidade para você e também para o bebê. Saiba que o pequeno já nasce com reflexo da sucção, que se forma a partir da 34ª semana de gestação. Após o parto, ele só precisa se adaptar ao movimento. Procure um local tranquilo e arejado quando for amamentar o seu bebê. Escolha uma poltrona confortável, um travesseiro para apoiar o pequeno, uma fraldinha caso o leite escorra e um copo com água (há muitas mulheres que sentem sede quando estão amamentando).
Coloque-o para mamar dos dois lados. Mas só ofereça o segundo seio depois que o primeiro estiver vazio. Acontece que o leite produzido no final da mamada tem maior concentração de gordura (nutriente importante para o desenvolvimento e o crescimento do bebê). Espere o pequeno largar o bico, coloque-o para arrotar e só então ofereça o segundo peito. Na próxima mamada, comece por o último seio.
Nos primeiros dias, o bebê precisa ser alimentado de oito a doze vezes por dia, inclusive durante a noite. Se ele estiver dormindo por mais de 4 horas, é recomendável acordá-lo para mamar. É o pequeno também que vai determinar quanto tempo vai ficar em cada seio. Más é importante que ele fique no seio apenas enquanto estiver sugando. E não se esqueça de lavar as mãos e os braços antes de começar a mamada.

 

Você sabia?

Existem grupos especializados em todo o Brasil que dão auxílio para as mulheres que têm dúvidas em relação a amamentação ou que estão com dificuldade para amamentar seus pequenos. Conheça o trabalho de alguns:
° Grupo de Apoio à Maternidade Ativa GAMA  de São Paulo – SP
O Grupo oferece orientação sobre amamentação em reuniões semanais e possui uma equipe que oferece atendimento em casa.
° Centro de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno CIAAM de São Paulo-SP
O grupo é ligado à Universidade Federal de São Paulo Unifesp, e além dos cursos para gestantes e profissionais da área, também possui atendimento telefônico para tirar dúvidas das mamães e banco de leite humano.
° Amigas do Peito do Rio de Janeiro-RJ
O grupo possui um disque-amamentação para dar orientação para as mães de primeira viagem. Também realiza reuniões onde as mães podem trocar experiências a respeito do tema.
° Grupo Origem de Recife-PE
No site é possível encontrar vários artigos sobre amamentação. A entidade também promove encontros e eventos com o objetivo de estimular a amamentação.

Água ou chá
Até os seis primeiros meses, o bebê que é alimentado exclusivamente no peito não precisa receber nenhum alimento complementar. Nem mesmo água. Acontece que algumas mães, ao verem o bebê chorando, identificam que ele está com alguma dor ou necessidade de algum complemento na alimentação. É quando entram as receitas caseiras das vovós. Água com um pouquinho de açúcar, chá de hortelã ou camomila para cólica e assim por diante. Apesar de ser um hábito antigo, hoje os especialistas sabem que os chazinhos não são assim tão inofensivos. Alguns deles se apropriam do ferro do leite materno e o carregam para as fezes, impedindo a absorção adequada. Lembre-se de que a falta de ferro está ligada diretamente à anemia. O chá também é um estimulante do sistema nervoso, podendo deixar o bebê irritado.
Já a água só deve ser oferecida depois que o leite materno deixou de ser o alimento exclusivo do bebê. Nesse caso, o correto é oferecer o líquido entre as mamadas. 

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